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28/08/2012

20 Conselhos a um futuro pastor

8/28/2012 9 Opiniões
Por  Zilton Alencar ►

Paulo, apóstolo, escrevendo a Timóteo sobre os que aspiravam ao ministério pastoral, afirmou que estes candidatos aspiravam excelente obra (1 Tm 3:1). Ele segue sua narrativa colocando os primeiros critérios para a escolha de novos presbíteros, os pastores da igreja primitiva. Muitos destes conselhos são repetidos no 1º capítulo da carta a Tito. Lamentavelmente, se analisarmos a vida de muitos “pastores” dos nossos dias, veríamos que eles não passariam nestes critérios básicos.

Há algum tempo, em uma rede social, foi estimulado a dar alguns conselhos a um jovem que estará em breve se formando em Teologia e sendo ordenado pastor no ministério aonde congrega. Eu não sou pastor; apenas sirvo em uma pequena igreja, atuando no ministério de louvor e no ensino da Palavra ao lado de meu pastor, auxiliando-o. Me enquadro muito mais na qualidade de servo, e quero permanecer nesta condição! Mas gostaria de estender os mesmos conselhos a todos aqueles que desejam entrar no Ministério Pastoral. Eles também servem para aqueles que já têm seus ministérios... Nunca é tarde para fazer uma avaliação, umas mudanças, uma repensada... Ver onde se caiu e retornar ao caminho...

1. Não ceda ao ecumenismo, PRINCIPALMENTE ao ecumenismo interno, que ocorre dentro das igrejas ditas "evangélicas" e entre elas, em nome de uma unidade que não se reflete na unidade doutrinária e nem no respeito à Palavra de Deus. É muito mais corporativismo do que respeito! Quando um pregador estiver ensinando algo que não se enquadra no genuíno Evangelho de Cristo, caia fora, não se associe com o erro (1 Co 5:9-13), seja ele quem for! Comunhão, sim; ecumenismo com doutrinas extrabíblicas ou antibíblicas, NUNCA.

2. Jamais "incremente" seu ministério a ponto de precisar de dinheiro, dinheiro e mais dinheiro para sustentar a pesada máquina que você criou (não ponha a culpa em Deus!). Isto é uma porta mais que escancarada para a prostituição ministerial. Não se especialize em pedir ofertas, ofertas e mais ofertas para sustentar seu ministério, nem prometa bênçãos em troca destas ofertas, e muito menos bênçãos maiores para quem efetuar ofertas maiores.

3. Não se prenda a uma mensagem politicamente correta. Jesus nunca se utilizou deste subterfúgio mauricinho. Pregue a palavra, doa a quem doer. Fale do inferno, do pecado, pregue contra a prostituição, a desonestidade, o adultério, a homossexualidade, a maledicência, a fofoca... Você será odiado por muitos, mas amado pelo Senhor da seara. Você poderá até perder a vida, a sua liberdade, a sua "credencial de pastor", mas não perderá sua dignidade, e nem a dignidade do Ministério que lhe foi confiado!

4. Viva dentro de um padrão financeiro confortável, mas nunca ostentativo e perdulário. Cuidado! Quando a maior parte da comunidade que pastoreias anda a pé, você não deve andar de carrão! Simples assim... Contente-se com o básico, com o sustento, e nunca com a riqueza e a ostentação. O obreiro é digno de seu salário, mas a ostentação e o luxo desnecessário não vêm de Deus. Se puder trabalhar secularmente e pastorear sem ônus para a Igreja (como Paulo fazia), melhor!

5. Siga SOMENTE as Sagradas Escrituras, principalmente as da Nova Aliança (NT). Não retroceda, e nem avance!! Respeite e ame os judeus e sua religião, mas não introduza o judaísmo e seus rituais no meio da Igreja, e nem tente recosturar o véu do templo, rasgado na morte de Cristo (retrocesso). Não introduza novidades ou apoie doutrinas que não têm base escriturística (avanço). Jamais se esqueça que a Bíblia é a ÚNICA regra de fé e prática para o crente e para a Igreja. Portanto, ao ouvir novidades, analise-as exaustivamente à luz da Bíblia!

6. Jamais caia nas tentações do poder. Você é um servo, que serve como pastor em algum local. Não deixe os "fumos do poder" subirem à sua cabeça. Não se faça bispo, apóstolo, patriarca, arcanjo ou semideus. Contente-se na posição de servo. Já é muito!

7. Cuidado com o que divulga em sua igreja. Isto inclui pregações e pregadores, louvores e cantores, estudos e doutrinas, "visões ministeriais" e otras cositas mas... Que tudo seja centrado em Deus e na Sua Palavra, e jamais no homem, seus anseios de riqueza, vitória e vingança contra os inimigos.

8. Respeite as finanças da Igreja! Elas são de Deus e da obra, e não suas! Não invente novas formas de ofertas, que na verdade são formas de extorquir as ovelhas. Quando precisar de ofertas especiais, faça-as com muito critério, nos padrões de Ex 36:2-7, ou seja, imponha limites para o valor a ser arrecadado, individual e coletivamente. Estas ofertas deverão ser voluntárias e dentro dos padrões e posses das ovelhas.

9. Preocupe-se com a teologia. Se esta palavra te soa mal, deixa eu usar um sinônimo: preocupe-se com a DOUTRINA, mais precisamente a doutrina dos apóstolos ― não os "genéricos" dos nossos dias, mas os originais, os escolhidos pelo Senhor Jesus (Mt 10:1-4), Matias (At 1:15-26) e Paulo! Estude! Leia! Aprenda! Eu sei que hoje em dia não é preciso curso teológico para ser pastor, basta saber dar um nó de gravata (que saudades do meu tempo, que para se tornar pastor tinha que ter o curso de Bacharel em Teologia, apresentar tese ou monografia, submeter-se a uma banca examinadora de pastores...), mas você não deve aceitar tais facilidades. Se desde o tempo de Paulo já havia dificuldades para se entrar no ministério, não facilite as coisas para você mesmo ou para quem quer que seja!

10. Cuidado com "presentes", principalmente vindos de fora e os de valor elevado! Quando alguém vier te ofertar um carro, saiba que isto terá (ou já teve!) um custo para o teu Ministério! Procure reverter estes presentes para a Igreja e para a Obra, e não para seu próprio uso! E cuidado também com os grandes dizimistas e ofertantes de dentro, que muitas vezes tentam, à força dos valores ofertados, dominar o pastor e a Igreja.

11. Não se cale diante de erros doutrinários que são pregados por aí, ensinados dentro das Igrejas como se fossem as mais sublimes verdades. Fomos chamados para defender a sã doutrina, e quando nos calamos, não somente concordamos com o erro como nos omitimos diante da missão de defender a genuína fé cristã disposta nas Escrituras. Venha de quem vier, o erro deve ser combatido!

12. Cuidado com a idolatria! Os pastores são muito vulneráveis a este tipo de “adoração”, e as ovelhas são propensas a supervalorizarem seus pastores e líderes. Você é apenas um servo; portanto, não aceite idolatria, seja de suas ovelhas, seja das ovelhas de outros apriscos. Lembre-se de Pedro diante de Cornélio: "Levanta-te que eu também sou homem!". Por mais que Deus exalte teu ministério, mantenha-se servo! E combata as idolatrias a cantores e pregadores (modernamente chamados de “Conferencistas”), desestimulando as suas ovelhas a nutrirem esta paixão carnal.

13. Não dedique tempo e força demais discutindo assuntos secundários ou inferiores. Preocupe-se com os assuntos primários do Evangelho: salvação, santificação, resgate de vidas, evangelização, cuidado com os pobres...

14. Fuja da Teologia da Falsa Prosperidade, aquela que afirma que o crente é sempre vencedor, tem sempre saúde perfeita, tem que ser rico, deve dar ordens a Deus, que o crente é um deus, e outras bobagens. Somos cacos de barro, no meio do monturo dos cacos! Deus é Senhor sempre.

15. Cuidado com os “novos moveres” da igreja! Compreenda e procure transmitir às suas ovelhas que o que transforma o homem é a Palavra de Deus, e não os “moveres do espírito”. Não se incomode se os pseudo-pentecostais lhe chamam de "incrédulo", "cru", "frio", "Tomé" e outros “xingamentos e palavrões gospel”... Seja bereiano (At 17:11), ou seja, um calo no "sapato de fogo" daqueles que querem invadir a Igreja do Senhor com fogo estranho. Apague imediatamente este fogo, mantendo aceso o genuíno fogo do Espírito Santo (1 Ts 5:19), e cultive as suas ovelhas a buscar o Espírito Santo de conformidade com o que está escrito (1 Co 12, 13 e 14), e não de acordo com o que os homens querem e acham que deve ser. Valorize e busque o dom do discernimento de espíritos (1 Co 12:10), na sua vida e entre o rebanho, pois ele é uma poderosa ferramenta dada por Deus contra estes fogos estranhos dentro da Igreja!

16. Faça de seus auxiliares diretos, obreiros e ministros, pessoas centradas na Bíblia. Dê-lhes ensino centrado nas Escrituras, e não permita que eles se afastem do princípio da SOLA SCRIPTURA. Ensine-os a usar as Escrituras e o cérebro, e procure ensinar o mesmo às ovelhas! Não tenha medo de gerar obreiros e ovelhas que sabem raciocinar! Se você conseguir realmente isto, eles permanecerão ao seu lado sempre! Quem vai querer sair do restaurante cinco estrelas, para almoçar na birosca da esquina?

17. Combata erros doutrinários na gênese! Mantenha-se vigilante, e quando chegar algum vento de doutrina no seio da comunidade que Deus lhe confiou, não tenha pena de ser um chato-de-plantão, um inconveniente ou um grosso: extinga o fogo enquanto é uma fagulha, ensinando a verdade que está na Bíblia Sagrada. Para isto, procure estar sempre presente e atento em cultos nos lares, reuniões familiares etc, pois é daí que surgem a maioria das novidades, sempre na ausência de pastores firmados nas Escrituras. Não tenha medo ou temor de envergonhar falsos obreiros e profetas! Aja imediatamente, tomando o microfone das mãos de quem fala bobagem e ensinando a Verdade, doa a quem doer!

18. Ensine PRINCÍPIOS, e nunca imponha NORMAS. O ensino dos princípios implantam o ensino no coração das ovelhas, enquanto a imposição das normas sempre dividem o rebanho.

19. Não substitua a Palavra de Deus pela experiência de líderes e profetas! A experiência dissociada das Escrituras é o primeiro passo para a negação da Palavra de Deus e o afastamento da Igreja de seus princípios eternos.

20. Restaure o altar quebrado: retire os Cultos de Vitória, as Campanhas do número sete e outros similares, e restabeleça Cultos de Oração (que tenham realmente oração!), de Doutrina e Escola Bíblica (seja dominical, sabatina ou de qualquer dia!). Fazem mais bem à Igreja do que estas invencionices que desviam o homem do que realmente interessa na caminhada cristã: oração e Palavra!

Faça assim, e Deus estará sempre do teu lado! Acima de tudo, seja um eterno dependente de Deus e de Sua Palavra!!









9 Opiniões:

  1. QUE INSTRUÇÃO - que possamos guarda e praticar estes ensinos -

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  2. Meu caro Zilton,

    Graça e paz.

    Gostei muito de seus conselhos, mas em um deles eu gostaria de fazer uma observação, visto que você afirma "Eu não sou pastor; apenas sirvo em uma pequena igreja, atuando no ministério de louvor", logo, não tem a experiência de estar liderando o rebanho do Senhor.

    Para liderar é necessário estar sempre se capacitando, tanto espiritualmente quanto intelectualmente para dar pasto verde para as ovelhas, verdadeiro alimento espiritual. Para isso faz-se necessário que o pastor tenha TEMPO para preparar sermões cada vez mais profundos exegeticamente, dedicar-se a oração, a visitação, ao jejum, ao evangelismo, a uma vida devocional viva e produtiva, etc.

    No ponto 4 de sua observação, você afirma "Se puder trabalhar secularmente e pastorear sem ônus para a Igreja (como Paulo fazia), melhor!", o que eu discordo.

    Sabemos que o ofício ministerial para ser exercido de forma satisfatória requer MUITA dedicação. Dedicação esta que com o pastor ocupado 10 horas por dia (1 hora para ir ao trabalho + 8 horas de trabalho + 1 hora para retornar do trabalho) com seu trabalho secular não conseguiria manter. Sem falar da indisposição gerada por este cansaço, como bem falou o Ap. Pedro: "também sou homem!"

    Somando-se a estas 10 horas mais 7 horas de sono (gostaria muito de ter estas 7 horas de sono), sobrariam apenas 7 horas para fazer sermões (que geralmente me consomem no mínimo 3 a 4 horas), visitações, lazer, família, evangelismo, dedicar-se a oração.

    Imagine agora um membro falecendo e o pastor ter que fazer seu funeral (que geralmente são feitos de dia e é a única atividade da igreja que não pode ser planejada), o ministro não poderia acompanhar seus familiares neste momento tão difícil e nem sepultar sua ovelha.

    Rogo que os pastores tenham uma vida sem luxo, para não serem pesados a suas igrejas e tratem as finanças com tremor e temor, sabendo ser administradores da casa do Senhor.

    Mas rogo ainda as igrejas que sustentem seus pastores com dignidade, para que os mesmos possam dedicar-se a sua vida espiritual, para guiá-los com sabedoria e temor do Senhor. Para que eles possam cada vez mais se capacitarem fazendo especializações, mestrados, doutorados, dedicando-se a oração, a uma vida de piedade, a meditação na palavra de Deus, para dar as suas ovelhas verdadeiramente pasto verde, conteúdo bíblico puro, demonstrar unção e não serem mais um animador de auditório cheio de invencionisses aprendidas com os tele-pregadores.

    Grande abraço!


    Naquele que nos elegeu antes da fundação do mundo,


    Th.B. Esdras Amorim

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  3. Primeiramente, o que é Th.B.??

    Esdras, não sou pastor ordenado. Sou Evangelista, e atuo como co-pastor em minha Igreja. Suponho que isto não me desqualifica a dar conselhos a um futuro pastor, uma vez que se eu fosse solteiro não me desqualificaria a dar conselhos a casados. Procuro muitas vezes ocultar este status, pois SOU SERVO, jamais alguma coisa no Reino. Os títulos me são totalmente dispensáveis.

    Se o emprego secular fosse empecilho para o desempenho das funções pastorais, Paulo estaria desqualificado, uma vez que as Escrituras deixam claro que ele trabalhava, e o próprio apóstolo aos gentios fala em suas epístolas que fazia isso para não ser pesado às Igrejas. Conheço INÚMEROS pastores que trabalham secularmente, e não têm seu Ministério prejudicado por isso. Se pode ser pastor em tempo integral e não ser pesado à Igreja, amém. Se não, trabalhe!

    Abraço.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Caro Ev. Zilton,

    Th.B. nada mais é do que a abreviatura de Theology Bachelor, ou no nosso bom português, Bacharel em Teologia.
    Também ainda não fui ordenado ao santo ministério pastoral.

    O fato do sr. ainda não ser pastor, de fato não o desqualifica a dar conselhos a um futuro pastor, observe atentamente que em nenhum momento eu disse isto em meu comentário. Muito pelo contrário, concordei com todos os outros conselhos dado (19 conselhos) e discordei parcialmente de apenas um deles, o finalzinho do ponto 4.

    De fato a atividade de construir tendas do apóstolo Paulo não era empecilho para o seu ministério, mas não tenho relatos de quanto tempo ele dispensava do seu dia para exercer tal atividade. Será que ele passava 10 horas do seu precioso dia dedicados a confecção de tendas (o que eu duvido muito, pela sua mobilidade missionária)? Se assim o fizesse será que não teria atrapalhado seu ministério?

    Você afirma em sua missiva que conhece INÚMEROS pastores que trabalham secularmente e que não têm seu ministério prejudicado por isso. Sem querer relativizar, para você o que é não ter um ministério prejudicado?

    Pastor que dedica 10 horas (1h de ida ao trabalho + 8h de trabalho + 1h de volta para casa) do dia para o trabalho secular tem tempo de:

    - Separar um dia da semana para visitar suas ovelhas em suas respectivas casas?
    - Poder fazer um funeral a convite da comunidade (não evangélica) ou mesmo de sua igreja?
    - Preparar um sermão bem elaborado mergulhando no grego/hebraico, nos seus diversos contextos (histórico, sociológico, religioso, etc.) e preparar sua exposição hermenêuticamente brilhante para suas ovelhas?
    - Almoçar alguns dias da semana com suas ovelhas e ter um bom papo edificante para ambos?
    - Sair com sua família durante a semana (porque no final de semana é totalmente dedicado a igreja) para dar um passeio num shopping/cinema/praia?
    - Participar de debates esclarecedores em rádios e TV´s de sua cidade?
    - Exercer um ministério de capelania (hospitalar, carcerária ou universitária) em sua cidade?
    - Organizar e participar de projetos sociais junto a sua comunidade?
    - Preparar aulas de discipulado e EBD para sua igreja ao invés de usar aquelas fracassadas revistas fraquíssimas em conteúdo teológico e cheias de erros doutrinários oferecidas por algumas livrarias evangélicas?


    Conheço também inúmeros pastores que trabalham e exercem seu ministério. Geralmente pastores que agem assim quase que exclusivamente são de igrejas pentecostais (clássicas, deuteropentecostais ou neopentecostais), que exercem um ministério laico, oferecendo palha ao invés de um pasto nutritivo para suas ovelhas. Mas afirmo que nunca vi um deles sequer exercer seu ministério de forma satisfatória e sempre ouvia queixas de ausência do referido obreiro por parte de membros de suas igrejas.

    Quando adolescente/jovem, fui membro da AD. Nunca recebi uma visita do pastor, nunca recebi uma ligação do mesmo para saber como eu estava, nunca ele foi evangelizar conosco, nunca ele almoçou lá em casa (mesmo com inúmeros convites), nunca ele estudou em um seminário... Pois ele sempre estava muito ocupado com seu trabalho secular, pois era coronel da polícia. E olhe que era coronel comandante de batalhão, imagina se fosse um soldado que vivesse fazendo rondas em viaturas?

    Geralmente as igrejas que exigem que o pastor trabalhe secularmente, são igrejas lideradas ministerialmente por uma liderança leiga (teologicamente falando), em sua maioria (como falei acima) são igrejas pentecostais, que não valorizam o esforço dispendido na preparação ministerial pois nunca experimentaram tal preparação.

    Se os pastores de sua igreja conseguem trabalhar secularmente e exercer algumas das atividades pastorais que eu listei acima, gostaria de parabenizá-los, pois na minha visão só estando em dois lugares (trabalho secular e campo pastoral) ao mesmo tempo para fazê-las.


    Grande abraço,


    Naquele que vive e reina eternamente,


    Esdras Amorim

    Soli Deo Gloria

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  6. Prezado Zilton,

    Eu removi o comentário pois estava com muitos erros de formatação. Reenviei o texto após a correção do problema de formatação causado pelo Bloco de Notas.

    Grande abraço!

    Esdras

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  7. Esdras, parabéns por fazer o Bacharelato em Teologia. Lamentavelmente a Teologia tem sido desprezada em nosso meio, e isto é um erro. Grave.

    Embora concorde que o pastor em tempo integral tem mais condições de desenvolver seu ministério, o que quero corrigir na sua ideia é a falsa conclusão de que o pastor que trabalha não tem tempo para o ministério. Conheço, repito, inúmeros que assim o fazem, e não são neopentecostais. Conheço presbiterianos, batistas e de outras denominações históricas. EVIDENTEMENTE, têm menos tempo, mas desempenham o ministério. Paulo fazia assim. Claro que seu tempo era menor, mas o trabalho secular não é e nunca será empecilho para o bom obreiro. Todos os seus questionamentos são vividos por pastores integrais e por pastores que trabalham, e contornados por todos.

    Se Deus tem te chamado para o ministério integral, acrescento para você um 21º conselho: seja coerente com o seu salário, baseado no sustento do obreiro sem ostentação e sem o peso a uma igreja que tem pouca receita. Seja MUITO FRUTÍFERO no Ministério que Deus lhe confiou, fazendo cada um dos itens citados por você no tocante ao cuidado com as ovelhas. Dê todo o seu tempo para a obra, mas não enriqueça às custas da Igreja. Deus te abençoe, e permaneça FIRME em seu curso teológico!

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  8. Caro Zilton,

    Discordo quando você diz que o estudo teológico tem sido desprezado em nosso meio. No meio tradicional (ao qual faço parte) ele nunca foi desprezado, haja vista nossos excelentes seminários centenários aqui em Pernambuco, como por exemplo, o Seminário Batista do Norte e o Seminário Presbiteriano do Norte.

    Também discordo que o pastor em tempo integral "tem mais condições de desenvolver seu ministério", na verdade eu acredito que ele tem AS CONDIÇÕES de poder exercer seu ministério com tranquilidade, eficácia e atendendo as tarefas pastorais citadas no comentário anterior.

    Além de concordar com seus outros conselhos, também concordo com o 21º. Louvo a Deus pela forma de governo eclesiástico da Igreja Batista (denominação a qual pertenço), onde a prebenda ministerial é votada pela assembléia geral da Igreja e não pelo pastor, fato que impede que alguns "espertalhões" venham a querer se alimentar com as gorduras das ovelhas.
    De fato, darei todo o meu tempo (minha vida) ao serviço do santo ministério pastoral, pois Cristo deu sua vida por mim e me amou primeiro.
    Quanto a enriquecer com o ministério pastoral, não lembro de ter visto isto no seminário e muito menos de ter lido Jesus ou até mesmo seus santos apóstolos ensinando isto. Para mim (e espero que para todos), o ministério pastoral não é emprego, muito menos loteria.

    Que estejamos sempre FIRMES no SENHOR, aquele que vive e reina eternamente!


    Fraternalmente em Cristo,


    O menor de todos, Esdras Amorim.

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