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31/03/2011

Faço o que não quero e não faço o que quero...

Por Pr. Marcello Matias. A confissão de um homem chamado Paulo.


“Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo”. Rom. 7:18-19

Talvez se Paulo vivesse hoje, diante dessa declaração, ele não seria considerado, por eu e você, apto para ser crente, sequer então um pastor. Porém essa é uma das declarações mais sinceras e profundas desse grande homem de Deus. Alguém que admite suas limitações e fragilidades. Alguém que não mascara seus problemas, para que seja considerado um “santo homem de Deus”. 

Porque existem crentes hoje que tem dificuldades em admitir sua fragilidade diante do pecado? Porque muitos de nós, servos de Deus, nos consideramos hoje “santos, puros e imaculados”? Fomos imunizados do pecado quando recebemos a Cristo? De forma alguma. Então porque mascarar a realidade? Somos pecadores arrependidos e transformados, mas ainda sim pecadores.

O próprio Jesus, quando abordado por um “pio, santo e justo jovem”; o repreende quando este mesmo se refere a Ele como bom:
"Por que você me chama bom?", respondeu Jesus.
"Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus”. Lc. 18:19

No fim das contas fica claro que este jovem precisava era admitir sua natureza de pecador e necessitado da graça de Deus. Só seu conhecimento bíblico não bastava. Faltava confissão. Admitir que, embora seu vasto conhecimento de Deus; ele era pecador.

Não entendo porque muitos ainda tentam mascarar isso. Paulo relata aos coríntios, que havia algo em sua natureza humana, que o fazia lutar constantemente contra sua carne. Até que o próprio Deus lhe disse que “sua graça lhe bastava”...

Quando nós admitimos quem somos, com nossos medos, nossas fragilidades, nossas limitações, nossos potenciais e virtudes – e nisso meus amigos psicólogos vão concordar também comigo – tudo fica mais fácil.
É importante demais, até porque, o Deus que me fez me conhece – e conhece muito bem.
Porém, nossas limitações não são empecilho para que Deus queira ou resolva nos usar.
Quando Moisés apresenta ao Senhor suas limitações, recebe a seguinte resposta:

“Disse-lhe o Senhor: “Quem deu boca ao homem”? Quem o fez o surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor”? – Ex. 4:11

Moisés argumentava com seus defeitos. Tinha medo de se dispor a fazer a vontade de Deus porque conhecia suas limitações, defeitos e fraquezas. Ora, quem melhor pra conhecer o filho do que o Pai? Ou quem melhor pra conhecer a criatura do que o Criador?

A posição de Moisés nesse sentido era importante, porque denota conhecimento de si mesmo. Contudo, Deus deixa claro que o capacitaria e o instrumentalizaria – como vemos fazer com Isaías, tempos à frente.
Enfim, nossos defeitos e imperfeições não são empecilhos ao Pai. Contudo, os crentes precisam descer do pedestal de falsa pureza e admitir que são tão pecadores quanto qualquer um. Nossa diferença está em Cristo. Somos pecadores, miseráveis – mas que admitimos nossa condição vil e entregamos nossa vida aos cuidados de Cristo. Nada mais.

Precisamos sim, a cada dia buscarmos ser santos e puros, mas isso não quer dizer que alcançaremos essa plenitude aqui, dentro dessa realidade carnal e pecadora.
Quando nos colocamos na posição de super-homem ou supercrente, caímos no ledo engano de supor que algumas coisas não podem nos atingir, que somos imunes ao pecado ou aos seus efeitos. E o perigo é que com o tempo, acreditamos nisso de fato – como hoje em dia em nosso meio.
A afirmação de Paulo é um convite de Deus pra mim e você. Analise-se e conheça quem você é. Admita que você é pecador. Saia da zona de engano.

Paulo foi uma benção nas mãos de Deus porque sabia exatamente quem era. E você? E eu?
Eu não posso me considerar nem mais do que sou, e nem menos do que sou. Preciso estar exatamente no nível e na condição que Deus me colocou. Sem autopiedade e sem soberba.

Que Deus se compadeça de nós e nos use.

Glórias, pois, a Ele.

 Autor: Pr. Marcello Matias.
Visite o site do  Pastor Matias

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2 comentários :

  1. qual o problema em tecer um comentário mesmo que seja anônimo? existe algo de errado nisso?

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Ola querido(a)s Leitore(a)s ...Não mais aceitaremos os comentários anônimos..

 
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