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Marcony Jahel

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10/04/2014

Quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens em Gênesis 6?


Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. (Gênesis 6:2)
Esse é um texto de difícil interpretação. Há basicamente três interpretações para os “filhos de Deus”: (1) anjos caídos, (2) filhos de Sete e (3) homens poderosos. Neste texto, Walter Kaiser Jr. resume as três posições, defendendo a última.

Existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e (3) a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias).

O ponto de vista mais antigo e conhecido é aquele segundo o qual os filhos de deus eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, deixando uma raça de “gigantes” (hebr. Nephilim). O livro pseudepigráfico do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1 – 7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo em 29.1 e 89.7 para “filhos do poderoso”).

Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problemas começou com a iniciativa dos “filhos de Deus” – nessa perspectiva, os anjos -, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1Pedro 3.18-20; 2Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais.

O ponto de vista das raças mistas religiosamente dá-se tão bem quanto a perspectiva das raças mistas cosmologicamente. Segundo essa visão, a linhagem apóstata de Sete cometeu o pecado de colocar-se em jugo desigual com as descrentes “filhas dos homens”, isto é, mulheres da linhagem de Caim. Porém, esse ponto de vista fracassa, pois emprega o termo “homens” no versículo 1 de maneira distinta daquela do versículo 2; no versículo 1, significa “humanidade” de maneira geral, mas, no versículo 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente. Seguindo o raciocínio, por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica nephilim gibborim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA desse modo!

O melhor ponto de vista é das raças mistas sociologicamente. Os títulos de “filhos de Deus” era há muito atribuído a reis, nobres e aristocratas no Antigo Oriente Próximo. Esses déspotas sedentos pelo poder chegavam a ser “homens de renome” (Gn 6.4). Em sua busca por poder, eles usurpavam controle despoticamente. Pervertiam o conceito de governo entregue por Deus, fazendo o que bem entendessem. Não se preocupavam com a atribuição primária de Deus ao estabelecer os governos: trazer alívio por meio de melhorias e correções das injustiças e iniquidades terrenas. Além disso, eram polígamos (6.2).

As evidências a favor dessa visão são as seguintes: (1) os targumins aramaicos antigos traduziam os “filhos de Deus” como “filhos de nobres”; (2) a tradução grega feita por Símaco trazia a mesma frase como “os filhos de reis ou senhores”; (3) a palavra hebraica para “Deus/deus” é ‘elohim, empregada nas Escrituras e traduzida em diversas versões como “magistrados” ou “juízes” (Ex 21.6; 22.8; Sl 82.1,6); e (4) descobertas do Antigo Oriente Próximo validam o emprego pagão de nomes de muitos deuses e deusas como forma de trazer mais prestígio e poder aos reis e governantes de seus dias.

Em relação aos chamados gigantes, a palavra nephilim ocorre apenas em Gênesis 6.4 e Números 13.33 – neste último trecho, refere-se aos anaquins, pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra gibborim, que vem de gibbor – ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, Ninrode, em Gênesis 10.8, era um gibbor. Parece ter sido também um rei na terra de Sinar (i.e., provavelmente a Babilônia). Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam.

Dessa maneira, Gênesis 6.1-4 é melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos, despóticos e autocráticos que se agarravam ao poder e a mulheres como lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação. Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. Como resultado, toda inclinação dos corações de homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que adveio o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite.

Retirado do livro O Plano da promessa de Deus, de Walter C. Kaiser Jr.; Editora Vida Nova – website: www.vidanova.com.br.
Original: Quem são os filhos de Deus e as filhas dos homens em Gênesis 6?. website: VoltemosAoEvangelho.com

02/04/2014

Quando você planeja pecar novamente


Não existem muitos livros que respondem essa pergunta: o que você deve fazer quando estiver planejando pecar novamente? Toda a Escritura, é claro, trata dessa questão, porque todos nós sabemos que pecaremos novamente, mas há dois padrões que são especialmente precários:

1. Confesse – então, ignore. Um casal acaba de fazer sexo antes do casamento e se sente culpado. Eles confessam isso ao Senhor e prometem a Deus e a si mesmos nunca fazer isso novamente. Mas isso acontece de novo e de novo e de novo. Pela terceira vez, eles já não sabem bem como proceder. Eles podem ainda se sentir um pouco horríveis, mas por que se incomodar em confessar algo que você sabe que fará novamente? Eles sabem que fazer promessas com sentimento de culpa não funciona e, a essa altura, eles admitem que, de qualquer forma, essas promessas são todas mentiras. Eles anseiam pecar de novo. Melhor apenas deixar essa fase correr o seu curso no fim das contas. O casamento deve vir em breve ou talvez o pecado gradualmente desapareça. Então, eles poderão fazer as pazes com Deus.

2. Confesse – tente – sinta-se verdadeiramente mal – perca as esperanças – tente ignorar. Essa é uma pequena variação da primeira forma e demanda um pouco mais de tempo para colocar espiritualmente em quarentena o pecado recorrente para que ninguém mexa mais nele. Por exemplo, alguém pode não estar planejando sua próxima recaída na pornografia, mas tem feito pouco para interromper essa decaída (compartilhando sua atividade na internet com um amigo a quem prestar contas, por exemplo). Ele confessa suas próximas nove quedas (escapadas?) para a pornografia, mas, quando alcança a casa dos dois dígitos, ele começará a se perguntar: pra que? Então, esse setor na sua vida gradualmente se fechará para a atividade divina embora esses sentimentos maus nunca vão embora.

De todas as formas, Deus é marginalizado; o pecado ganha através da nossa negação e complacência.

Peça ajuda

Esses padrões demandam ação. Eles matam nossas almas e nossas almas não se curarão com o tempo. Pelo contrário, precisamos de intervenção espiritual. A mais obvia intervenção é vir a público. O pecado é como cogumelos e outras coisas que crescem na escuridão. Então, traga-o à luz e confesse-o a outra pessoa. Se podemos confessar nosso pecado para Deus mas não para outra pessoa, nossa confissão é suspeita. Vá a público.

Há riscos. Talvez a pessoa vá contar para outros que contarão para outros ou, pior do que isso, não fará nada. Mas não devemos tirar-nos de um caminho de ação sábio porque podem haver consequências indesejadas.

Duas abordagens: graça ou lei

Quando pedimos ajuda para lidar com esses padrões, geralmente, escutamos uma de duas abordagens: graça ou lei. Um pastor confiável me disse para pregar a graça até uma pessoa tratar o pecado levianamente e, então, pregar a lei.

A graça proclama a bondade, perdão e tolerância do Senhor. Ela convida e aceita. Ela pergunta: “como você pode continuar pecando à luz do amor de Deus agora revelado em Cristo Jesus? Você deve saber que ele te ama. Como você pode estar desesperançoso ou comprometido com o pecado quando o Espírito Santo foi dado a você?”

A graça de Deus nos atrai. É o amor de Cristo que nos compele à ação piedosa. (2 Co 5.14). É a sua graça que nos ensina a dizer não para a impiedade (Tito 2.12).

A lei pega muitos pedaços do caráter de Deus e os reúne na forma de mandamentos: “Faça isso” ou “Não faça aquilo”. Sem eles, não temos ideia de como devemos imitá-lo. Sem eles, nos esquecemos de que todos os dias da vida são vividos perante Deus e de que nossos instintos são traiçoeiros.

A lei tem urgência: “hoje” (Hebreus 3.15). Ela avisa. Ela pergunta: “não há temor do Senhor? Seguir a Jesus é algo reservado apenas para aqueles momentos quando ocorre um encontro oportuno entre seus desejos e os dele?” É o temor do Senhor que nos compele a viver retamente. Pertencemos a ele. Ele tem toda autoridade.

Em que lado você se apóia?

Por termos a oportunidade de aplicar essas duas abordagens à nossa própria relutância e oferecê-la aos outros, em quê nos apoiamos? Em direção à graça ou à lei?

Palavras e significados são importantes para essa questão. Há muitos usos diferentes para a lei: a lei revela o caráter de Deus, restringe o pecado, expõe o pecado – nos mostrando nossa necessidade de Jesus – e nos ensina a viver. Nenhuma dessas coisas é oposta à graça, mas são expressões dela. Um outro uso para a lei é encontrado em Romanos e em Gálatas, onde a lei é um atalho para um sistema à parte do Espírito que olha para nossas próprias ações em busca de retidão pessoal. Esse uso da lei – chamado de justiça por obras ou legalismo ­- é oposto à graça e ao evangelho.

Em um uso, graça e lei são companheiras. No outro, são inimigas. Estou usando a lei como companheira da graça. Ao invés de optar pela graça ou pela lei, podemos dizer que a lei está enraizada na ampla graça de Deus.

Então, o que realmente estamos perguntando é isso: como um resultado da múltipla graça de Deus por nós, somos atraídos ou prevenidos? A questão do pecado planejado e intencional não nos faz escolher entre graça ou lei. Em vez disso, tanto a graça quanto a lei revelam o caráter de Deus e nós desejamos expor o máximo do caráter de Deus ao sermos atraídos ou prevenidos. Com todo o amor persuasivo que podemos oferecer, com súplicas, consideramos tanto a bondade quanto a severidade de Deus (Rm 11.22).

Todos nós pecaremos novamente, podemos estar seguros disso. Ao fazermos isso, pedimos perdão à Deus e a quem nós ofendemos. Então, o combate armado contra o pecado provavelmente será necessário, além de algum planejamento público para ou se manter firme ou fugir quando surgir uma nova oportunidade de queda. Tudo isso é tanto precedido quanto sucedido pelo nosso descanso no perdão dos pecados assegurado por Jesus. O descanso é espiritual; a complacência, pecaminosa.

Edward T. Welch | Reforma 21


12/03/2014

Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. SERA?

Por Dr. John H. Gerstner ►

“Arrependam-se ou pereça” exige que as pessoas ponderem seriamente acerca do slogan popular: “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador.” É necessário haver um arrependimento consistente diante da afirmação “Deus ama o pecador?” Se Deus ama o pecador, enquanto ele está vivo, é estranho que Deus o envie para o inferno, assim quando ele morrer. Deus ama o pecador até a morte? E não o amaria no tormento eterno?

Há algo errado aqui. Ou, Deus ama o pecador e não irá mandá-lo para dentro da fornalha de Sua ira eterna, ou Ele o enviará para a Sua ira eterna e não o ama. Ou, “você está indo para o inferno a menos”, porque Deus odeia você, como você é. Ou, Deus te ama e “você está indo para o inferno a menos que” é falsa.

O que leva quase todos a crerem que Deus ama o pecador é por Ele fazer tão bem ao pecador. Ele concede tantos favores incluindo deixar que continue vivendo. Como Deus pode permitir que o pecador viva e lhe dê tantas bênçãos, a não ser que Ele o ame? Há um tipo de amor entre Deus e os pecadores. Nós o chamamos de “amor de benevolência.” Isso significa que é um amor de boa vontade. Benevolens - bem disposto. Fazer bem. Deus pode fazer bem para o pecador sem amá-lo com o outro tipo de amor. “Amor complacente”, um prazer em, afeição por, admiração de. Ele existe na perfeição entre o Pai e o Filho, “em quem me comprazo” ( Mt 3:17; Mc 1:11).

Deus é perfeitamente descontente com o pecador. O pecador odeia a Deus, desobedece a Deus, é ingrato a Deus por todos os Seus favores, e até mesmo mataria a Deus, se pudesse. Este pecador está morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1). “Os pensamentos e desígnios de seu coração são continuamente maus” (Gn 6:5). Ele é escravo do pecado (João 8:34) e um servo do diabo (Ef 2:2).

Deus não tem em nada amor complacente para com o pecador. Ele tem um ódio perfeito dele, de fato, Ele diz que “odeio-os com ódio consumado” (Sl 139:22 ).

Neste mundo o pecador em nada tem satisfação, senão no amor benevolente de Deus. Cada experiência de dor, bem como o prazer é do amor de Deus - de benevolência. Mesmo a dor é do Seu amor, porque Ele tende a despertar o pecador do seu perigo. Deus realmente ama o pecador, a quem Ele odeia com um ódio perfeito, mas com um perfeito amor de benevolência.

O pecador, como eu disse, torna em maldição cada bênção divina, incluindo o amor da benevolência de Deus. Isso ele faz por interpretar o amor de benevolência, como sendo um amor de complacência.

Tanto quanto “o ódio dos pecados” está relacionado, pois não existem pecados aparte do pecador. Deus odeia o pecar, ou seja, o matar, roubar, mentir, cobiçar, etc., mas isso faz alusão ao autor destes crimes.

Deus nunca odeia os remidos, mesmo quando eles pecam. Seria Ele um injusto admirador de pessoas? Não! (At 10:34) Deus odeia o pecador não redimido, mas ama os remidos, mesmo quando eles pecam por um motivo bom e justo. Deus ama os remidos, mesmo quando eles pecam, porque o Seu Filho, em quem Deus se compraz, vivendo sempre para interceder por eles (Rm 8:27, 34). Cristo morreu para expiar a culpa dos pecados de Seu povo. Quando eles pecam, estes são expiados - pelos pecados. Eles são pecados com sua culpa removida. Em certo sentido, estes pecados não são considerados. Deus não odeia o seu povo quando eles pecam, porque eles estão em Seu Filho, Cristo Jesus. E eles são feitos aceitáveis em seu Filho. Ele “nos faz aceitos no Amado” (Ef 1:6).

Nepotismo Divino? Não, o Seu Filho morreu por essas pessoas e pagou o preço por seus pecados passados, presentes e futuros. Eles são cancelados antes de serem cometidos. Essa é a verdade, não uma ficção. Justiça não é nepotismo favorecido. Na verdade, não é a sua relação original com Cristo que faz com que os seus pecados sejam sem culpa, mas a satisfação realizada por Cristo pelos seus pecados que criou o relacionamento como filhos adotados na família de Deus.

Quando o homem pecou, morreu espiritualmente e foi rejeitado da comunhão com Deus, seu criador e amigo (Gn 3; Rm 5:12). A ira de Deus estava sobre ele, o pesar no trabalho era a sua parte na maldição; bem como o sofrimento no parto; alienação e morte, como ameaçadas. Deus é santo; os seus olhos são tão puros que não podem contemplar a iniquidade. (Hq 1:13)

Esta foi uma terrível, mas santa ira. Deus estava usando o seu poder onipotente, mas segundo a Sua justiça perfeita. O homem foi afetado, mas ele mereceu. Não era mais, nem menos, do que ele merecia. Deus não é mais poderoso do que santo, nem mais sagrado do que poderoso.

Toda a glória a Deus por sua santa ira. (Jo 17:3; Rm 9:17).

Extraído de http://www.the-highway.com/lovesinner_Gerstner.html

Traduzido por Ewerton B. Tokashiki

17/02/2014

Os milagres ou farsas? da Pastora Elizabete Batista


O ministério da Igreja Evangélica Missionária Graça de Cristo, com sede em Brasília e outros templos afiliados pelo Brasil, tem chamado atenção nas redes sociais. O motivo são alguns vídeos e fotos “inusitados” que vem sendo divulgados ultimamente. Em seu canal do Youtube existem mais de 120 vídeos com trechos de cultos e que mostram uma série de diferentes milagres realizados pela pastora Elizabete Batista da Silva. Ela é esposa do pastor presidente da igreja, Altair Pereira da Silva.


Na descrição colocada no site de vídeos é possível ler: “O Senhor usa a Pastora Elizabete com o dom de operação de maravilhas, em que a doença sai, órgãos deteriorados saem pela pele e são trocados por novos e perfeitos, água é transformada diante de todos em vinho ou unção colorida de cura e outros milagres”. Os vídeos mais vistos e comentados são justamente os que as pessoas têm seus órgãos “trocados”. Em um deles, após uma oração a veia aorta de um homem é retirada sem uma gota de sangue aparecer no vídeo. A aorta nada mais é que a maior e mais importante artéria do sistema circulatório do corpo humano. O homem que narra o milagre para a congregação explica que no momento que a artéria é retirada “Deus está dando outra nova” ao fiel. No final, a pastora desafia seus críticos a visitarem a igreja e levarem o que foi retirado para ser analisado “em qualquer laboratório”.

Não são apenas anônimos que aparecem na igreja. Um dos vídeos mostra a cantora e pastora Baby do Brasil na igreja Evangélica Missionária da Graça de Cristo do Rio de Janeiro. Sentada em uma cadeira ela recebe a oração da pastora que retira, diante da congregação, um tumor maligno que estaria alojado atrás do olho esquerdo da cantora.

Segundo a descrição dos vídeos, muitos dos milagres são a destruição de “obras de bruxaria”. Existem diferentes trechos de cultos onde as pessoas têm tumores retirados para fora do corpo pelas mãos da pastora.

No Facebook circulam algumas imagens (veja abaixo) onde o “coração” de uma pessoa com obesidade mórbida sai nas mãos da pastora. O argumento é o mesmo da remoção da aorta, Deus estaria dando um novo enquanto o velho é retirado.Contudo, a legenda indica que na verdade seria um coração de boi. Como era de se esperara, muita gente aproveita para criticar os evangélicos por “acreditarem em tudo”.

Material retirado do vídeo original do polêmico milagre.



Curiosamente, os vídeos que mostram os milagres estão com os comentários desativados, enquanto os que retratam batismos e outras atividades da igreja podem ser comentados pelos usuários. São muitas as críticas à pastora, que é acusada repetidas vezes de charlatanismo.

No site da igreja existe uma declaração de propósito que afirma “Adotamos princípios estritamente bíblicos e rejeitamos tudo aquilo que não esteja de acordo com a Palavra de Deus… Somos um povo simples e humilde que enfrenta com coragem a divulgação de um dom de Deus que é raro e novidade no Espírito Santo, muitas vezes enfrentando a oposição daqueles que não o compreendem: o dom de operação de milagres e maravilhas”.

A julgar pela repercussão de alguns sites evangélicos trata-se de situações forjadas. O blogueiro Antognoni Misael disparou: “Que tempos!!! Antes a gente ouvia estórias e lendas, hoje a gente tira a prova de que pilantras da fé realmente existem, e não são poucos”.

[Fonte: Gospel Prime]

***

Nota do blogueiro [Arte de Chocar]: Não há limites para tanta inescrupulosidade em nome de Deus. Quanta técnica “ultra-ralé”, utilizada quanta cara-de-pau, quanta pilantragem!!!


01/02/2014

Os Libertinos

Os libertinos existem há muito tempo dentro da Igreja Cristã. Não vamos confundi-los com aqueles que procuram a liberdade da escravidão do pecado, da carne, do mundo e da lei, que é a liberdade cristã propriamente dita, encontrada em Cristo. Nesse sentido, todo crente verdadeiro é livre, ao mesmo tempo em que é escravo de Deus e servo dos seus semelhantes. Paulo fala disso em Romanos 6.

Os libertinos são diferentes. Eles também falam da liberdade cristã, da liberdade de consciência e da liberdade da lei, só que querem também ser livres de Deus e do próximo. Não percebem a liberdade dada por Cristo como estímulo para viver em obediência a Deus e serviço ao próximo, mas como uma licença para fazerem o que tiverem vontade.

Nós os encontramos em todos os períodos da Igreja. Quem não lembra de Balaão, o falso profeta que ensinou os filhos de Israel a se prostituir com as cananitas e a praticar a religião delas, como se fosse algo aceitável a Deus? (Num 31.16).

Encontramos os libertinos infiltrados nas comunidades cristãs primitivas, ensinando que a graça de Deus permitia ao cristão a participação nos sacrifícios pagãos oferecidos nos templos. Paulo encontrou um grupo de libertinos em Corinto, que achava que tudo era lícito ao crente, inclusive participar dos festivais pagãos oferecidos nos templos dos idólatras (1Cor 8—10). O livro de Apocalipse menciona os nicolaítas e os seguidores de Jezabel, grupos libertinos que ensinavam os cristãos a participar das “profundezas de Satanás” (Ap 2.24). Menciona também a “doutrina de Balaão”, que parece ter sido uma designação relativamente comum no séc. I para os libertinos (cf. Ap 2.14). Judas escreveu sua carta para denunciar e enfrentar “certos indivíduos que se introduziram com dissimulação... homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Judas 4).

Na época da Reforma, Calvino referiu-se em uma de suas cartas ao partidos dos libertinos na igreja de Genebra, que usava a “comunhão dos santos” para troca de esposas (mencionado no livro de Piper, Alegria Soberana).

Os libertinos modernos não são diferentes e mantém basicamente as mesmas características dos libertinos denunciados no Novo Testamento, particularmente na carta de Judas, a saber:

1. Os libertinos estão introduzidos nas igrejas e comunidades cristãs, mesmo não sendo verdadeiros crentes em Cristo Jesus, dissimulando suas crenças e práticas até se sentirem seguros para manifestar abertamente o que são. Eles estão presentes nos cultos e festividades como “rochas submersas” (Jd 12), que representam um perigo para a navegação.

2. São pessoas ímpias – isto é, sem piedade pessoal, sem temor a Deus e sem verdadeiro relacionamento com o Senhor Jesus Cristo – que se apresentam travestidas de cristãos, usando a linguagem cristã e engajadas em práticas cristãs. São arrogantes e aduladores dos outros por interesses (Jd 16). São “sensuais” e “promovem divisões” no corpo de Cristo com suas ideias heréticas (Jd 19).

3. A doutrina libertina é que a graça de Cristo faz com que tudo seja lícito ao cristão, inclusive a prática da imoralidade – que naturalmente não é chamada por esse nome, mas por eufemismos e outros nomes, como sexo livre, amor, etc. Essa doutrina transforma essa graça em libertinagem – é daí que vem o nome “libertinos”.

4. Em última análise, a doutrina dos libertinos nega a Jesus Cristo, que sofreu na cruz para livrar seu povo não somente da culpa do pecado, mas do poder do pecado em suas vidas, conduzindo-os à santidade e pureza. Os libertinos vivem sem nenhum recato (Jd 12).

5. A fonte de autoridade para essa doutrina não é a Escritura, que em todo lugar condena a imoralidade, a concupiscência, a prostituição e o adultério, mas suas experiências pessoais. Judas chama os libertinos de “sonhadores alucinados que contaminam a carne” (Jd 8). O "cristianismo" dos libertinos não é oriundo da revelação de Deus nas Escrituras, mas é fruto da sua mente carnal, “instinto natural, como brutos sem razão” (Jd 10).

Falando claramente e sem rodeios, os libertinos presentes nas igrejas e comunidades evangélicas não veem nada de errado com o sexo antes do casamento, a multiplicidade de parceiros, as relações homossexuais, a pornografia, aventuras amorosas fora do casamento, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, a participação dos cristãos nas diversões mundanas e absorção dos valores desse mundo no vestir, trajar, viver e andar. A agenda libertina é mais ampla do que essa e alguns libertinos são mais radicais que outros. Mas no geral, libertinos são contra qualquer sistema que tenha uma ética definida e clara e que defenda valores morais absolutos e fixos.

Libertinos costumam construir uma imagem de Jesus como uma pessoa inclusivista, que amou a todos sem distinção, jamais condenou ninguém nem se pronunciou contra o pecado de ninguém. Todavia, o Jesus libertino é diferente do Jesus da Bíblia, que o Cristianismo histórico vem anunciando faz dois mil anos.

Se Jesus foi o que os libertinos dizem, ele foi um fracasso, pois seus discípulos mais chegados se tornaram o oposto do que ele queria: Pedro passou a ensinar que a vida nas paixões carnais era pecaminosa (1Pedro 1:13-19), João passou a dizer que a paixão pelas coisas do mundo e da carne não procedem de Deus (1João 2.15-17), Tiago condenou o mundanismo (Tiago 4), o autor de Hebreus disse que temos que lutar até o sangue contra o pecado que nos rodeia (Hebreus 12.1-4) e Paulo declarou que os sodomitas e efeminados não entrarão no Reino de Deus (1Coríntios 6:9-11). Eles certamente não aprenderam essas coisas com o Jesus libertino.

Os libertinos convenientemente calam-se sobre determinadas passagens nos Evangelhos onde Jesus, ao receber prostitutas, cobradores de impostos e pecadores em geral, os ensinava a segui-lo, não cometendo mais pecados, tomando a sua cruz, negando a si próprios e se tornando sal e luz desse mundo em trevas. Nenhuma prostituta, imoral, ladrão, que conheceu Jesus e se tornou seu discípulo continuou na sua vida imoral. Zaqueu, Mateus e Madalena que o digam.


Rev. Augustus Nicodemus Lopes no Blog O Tempora, O Mores

27/01/2014

20 palavrinhas que não gostamos de engolir


Quais são as palavras que você mais gosta de ouvir? Na atualidade, dentro e fora das igrejas, somos quase amestrados a amar certas palavras e rejeitar outras. Todo mundo gosta de ouvir a palavra sucesso, a palavra prazer, a palavra beleza, a palavra fama, a palavra reconhecimento, a palavra poder, e muitas outras palavras que são ligadas ao nosso “status”, ao nosso “eu” dentro da sociedade. Não é difícil encontrar igrejas onde os pastores alimentam seus membros com grandes porções dessas palavras deliciosas ao paladar humano.

As pessoas se deliciam com os manjares cheios de palavras açucaradas que são despejadas diante de seus olhos e que rapidamente adentram seus corações deixando um sentimento delicioso em seus peitos…

Há pouco tempo uma grande igreja neopentecostal colocou na TV uma campanha publicitária onde vários de seus membros dão testemunho da mudança ocorrida em suas vidas. Vi pelo menos uns seis comerciais dessa série onde as palavras que mais apareceram foram ligadas ao sucesso profissional, financeiro, o sucesso do “eu”. Surpreendentemente um comercial de uma igreja não tinha palavras a respeito da obra de Jesus na vida desgraçada do ser humano.

Jesus, a repeito de palavras, declarou: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.” (Lucas 21.33).
Mas quais são as palavras que Jesus disse para nós e que não passarão? É claro que são aquelas registradas na Bíblia Sagrada. E são justamente essas palavras as que são difíceis de engolir. Veja abaixo uma pequena lista de palavras “indigestas” que não passam na goela de grande parte dos seres humanos, mas que deveriam começar a fazer parte da nossa “dieta” se é que queremos andar na presença de Deus:

1-) Não gostamos de “engolir” que temos que tomar a cruz de Cristo e segui-lo.

2-) Não gostamos de “engolir” que temos de nos arrepender do pecado e deixá-lo, sim, deixar aqueles prazeres que amamos e que desagradam a Deus.

3-) Não gostamos de “engolir” que para ser parte do reino de Deus temos de ser humildes.

4-) Não gostamos de “engolir” que temos de ser dependentes de Deus e não da segurança financeira.

5-) Não gostamos de “engolir” que aqueles que rejeitam Jesus Cristo irão sim para o inferno.

6-) Não gostamos de “engolir” que temos de ter compromisso com Deus e se dedicar mais aos tesouros dos céus do que aos da terra.

7-) Não gostamos de “engolir” que temos de ter paciência, mesmo quando temos o direito de explodir e amaldiçoar.

8 -) Não gostamos de “engolir” que devemos amor ao inimigo.

9-) Não gostamos de “engolir” que temos que repartir o pão nosso de cada dia que Deus nos dá.

10-) Não gostamos de “engolir” que temos que ter domínio próprio, pois queremos deixar a vida nos levar e curtir tudo que deseja nosso coração.

11-) Não gostamos de “engolir” que tempos de ser fieis nos relacionamentos.

12-) Não gostamos de “engolir” quando Deus nos manda: vá e não peques mais.

13-) Não gostamos de “engolir” que seremos perseguidos por causa do nome de Cristo.

14-) Não gostamos de “engolir” que Deus prova as pessoas.

15-) Não gostamos de “engolir” que o pecado faz separação entre nós e Deus.

16-) Não gostamos de “engolir” que existe apenas um caminho que leva a Deus, Jesus Cristo.

17-) Não gostamos de “engolir” que Deus tem planos para nossas vidas bem diferentes dos nossos.

18-) Não gostamos de “engolir” que Deus é soberano e que não somos nós que temos a palavra final nas questões.

19-) Não gostamos de “engolir” que temos que entregar 100% de todas as áreas de nossas vidas (inclusive nosso bolso) ao senhorio de Deus.

20-) Não gostamos de “engolir”… aquilo que Deus tem para nos falar!

Essa é a nossa triste realidade! São palavrinhas difíceis de engolir essas que Deus quer que aprendamos a digerir. Porém, que nós consigamos declarar como o salmista:

“Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca.” (Sl 119:103)


Por André Sanchez no blog Esboçando Ideias


 

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